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Assocon divulga resultado do 1º Censo do confinamento para o estado de São Paulo A partir de agora a pecuária de corte paulista já conta com um estudo detalhado sobre o volume e a situação do gado criado em sistema de confinamento O 1º Censo de confinamento Assocon para o estado de São Paulo mapeou ao longo de um ano, 121 estabelecimentos rurais percorrendo os 645 municípios em todas as regiões do interior, inclusive Grande São Paulo e Litoral. A iniciativa é fruto da parceria entre a Associação Nacional dos Confinadores (Assocon), o Centro de Defesa Animal (CDA), subordinado à Secretaria de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O censo mostrou que do rebanho de 342.297 animais confinados em 2009 no estado, a maioria pertence à raça Nelore (36,4%) ou são anelorados (35,97%). Outros 19,71% são fruto de cruzamento industrial e apenas 2,04% são bovinos de raças leiteiras. Os 2,08% restantes do rebanho não tem registro de raça definida. A mesoregião de Araçatuba, no noroeste do estado, aparece na ponta do ranking com uma concentração de 40,4% do rebanho confinado do estado. Logo atrás, com metade deste percentual (21%), está Ribeirão Preto e adjacências, seguido por São José do Rio Preto (11,9%) e Bauru, com 10,1%. Outras praças pesquisadas nas mesoregiões de Araraquara, Assis, Campinas, Itapetininga, Marília, Piracicaba, Presidente Prudente, Vale do Paraíba, litoral sul e região metropolitana da capital, somaram juntas 16,6% do confinamento estadual. Na maior parte das fazendas que passaram pela enquete quem controla o gado confinado é o proprietário do local (66,1%). 26,4% possuem gerência ou diretoria para a tomada de decisões, sendo que 19% dos confinamentos pesquisados contam com um gerente. Segundo Thiago Bernardino de Carvalho, pesquisador do Cepea, o censo traz a oportunidade para toda a cadeia de pecuária de corte, mas principalmente aos produtores, de planejar o negócio do confinamento. “Em um ambiente de altíssima competição e margens cada vez mais apertadas, saber o volume de animais confinados e a forma como esse rebanho está produzindo (estrutura, meio ambiente e responsabilidade social) é de fundamental importância para o pecuarista perante toda a cadeia”. “A importância destes dados extrapola o controle do volume de gado confinado”, essa é opinião do diretor do CDA, João Carlos Hoppe, para quem os números auxiliam também na prevenção e no controle de doenças. “O sistema de confinamento, como o próprio nome diz, deixa os animais agrupados, presos em um único local. A concentração de animais é um grande estímulo para a transmissão de doenças, que, assim, podem se alastrar muito mais fácil e rápido. Com este estudo, podemos identificar com mais agilidade os locais afetados com doenças e saber as causas delas para um tratamento mais eficaz”, complementa Hoppe.
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