Especialista analisa desafios do confinamento dos Estados Unidos.

Os Estados Unidos têm investido pesadamente em segurança alimentar para garantir a qualidade da carne oferecida ao consumidor. Na manhã desta terça-feira, 16 de setembro, o presidente e proprietário da consultoria Sterling Marketing, John Nalivka, falou sobre a importância deste empenho do País em garantir o abastecimento deste mercado. Ele trouxe ao Brasil diversos números que apresentam o atual cenário da produção de carne norte-americana e explicou como os Estados Unidos têm enfrentado o desafio de produzir mais carne com menor número de animais.

“Nós temos uma estrutura muito complexa na criação de gado. Para começar, temos encontrado um valor muito alto das terras. Em algumas regiões, o preço chega a U$ 5 mil doláres por acre de pastagens”, analisou o palestrante. A principal explicação do encarecimento é a venda de terras para a construção de parques temáticos.

Segundo John, o maior custo da terra é verificado no nordeste dos Estados Unidos, mas a maior produção, em termos absolutos, é verificada na região central. São 37 milhões de cabeças de gado. Por enquanto, não há projeção para redução dos preços de insumos, terras e grãos. Além destes fatores, a produção de carne também é influenciada pelos gastos com energia, pela alta concorrência e pela exigência dos consumidores em relação à qualidade dos produtos encontrados no supermercado. “Nos últimos dez anos, temos nos perguntado sobre qual é carne que o consumidor deseja. Nos Estados Unidos, temos grupos ativistas nos dizendo como devemos produzir alimentos”, contou ele.

Segundo o palestrante, o sul dos Estados Unidos apresenta o melhor aproveitamento do espaço e das condições para confinamento. São 29 milhões de cabeça, sendo que no País todo existem aproximadamente 95 milhões de unidades. O estado do Texas se destaca no sistema intensivo. “Hoje, o Texas confina cerca de 5 milhões de cabeças, seguido por Cansas e Oklahoma”.

Para finalizar a palestra, John Nalivka lembrou que a produção de carne nos Estados Unidos, que deve chegar a 26 bilhões de toneladas este ano, precisa vencer alguns desafios. Os valores são bastante influenciados pelas altas das commodities, especialmente do petróleo e dos grãos usados na alimentação do rebanho. Neste aspecto, destacam-se o milho e a soja. No dia 4 de novembro, quando o País deve escolher seu próximo governante, o destino da produção de alimentos norte-americana também será decidido, pois, conforme avisou o palestrante da InterConf, ele terá de controlar a macro-economia dos Estados Unidos e alcançar maior estabilização dos preços.

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