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Os números da última pesquisa da Associação Nacional dos Confinadores (Assocon) referente à intenção de confinamento no Brasil para 2008 revelam o que na verdade, o mercado já sinalizava: crescimento moderado. Os associados indicaram crescimento de apenas 1,1% (547.665 animais), com relação ao mesmo período do ano passado e muita cautela devido aos altos e baixos nos preços da arroba bovina. A pesquisa que encerra uma série de quatro levantamentos realizados ao longo do ano ouviu 47 associados da Assocon nos estados de Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná, durante a segunda quinzena do mês de setembro. Segundo Bruno Andrade, zootecnista da Assocon e responsável técnico pela pesquisa, ao comparar esse novo resultado com a pesquisa anterior realizada no mês de agosto, observa-se uma redução de 5,3%. Já a análise comparativa com a primeira pesquisa de 2008, feita em março, mostra uma redução ainda maior, de 17,3%. Ao serem questionados sobre o que mudou nesse período (março a setembro) para que houvesse uma diminuição do número de animais confinados, a totalidade dos pecuaristas entrevistados citou o alto custo dos insumos e dificuldade para aquisição de bois magros, juntamente com a sinalização de queda no valor da arroba bovina para os principais meses de venda (set/out), como fatores que não compensavam a realização de um outro ciclo de confinamento. “Como reflexo dos preços pouco atrativos que estavam sendo indicados pelo mercado para o início do segundo semestre, parte dos abates migraram do trimestre agosto, setembro e outubro para novembro e dezembro”, explica Andrade. Para Juan Lebrón, diretor operacional da Assocon, “a exigência cada vez maior da agroindústria frigorífica por padronização, escala e regularidade na entrega do boi gordo faz da pecuária intensiva um caminho obrigatório e sem volta. Já da porteira para dentro, o melhor aproveitamento da terra, o retorno rápido do capital investido e os ganhos com produtividade animam os pecuaristas a manter o confinamento funcionando, mesmo com todos esses fatores adversos”, conclui o especialista. Atendimento à Imprensa: |
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