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Palestra do supervisor técnico da Tortuga Ruy Felipe Moraes mostra a importância do planejamento nutricional e das práticas de manejo na melhora da eficiência produtiva dos confinamentos. A busca pela chamada eficiência produtiva com o objetivo de elevar a rentabilidade média das fazendas de produção animal foi tema de palestra ministrada pelo supervisor técnico da Tortuga, Dr. Ruy Felipe Moraes, na manhã desta terça-feira (15), dentro da programação da 2ª Conferência Internacional de Confinadores (Interconf), que acontece até o próximo dia 17 de setembro, em Goiânia (GO). Na apresentação, que durou cerca de 30 minutos, o especialista falou sobre a importância de o pecuarista realizar o planejamento estratégico e antecipar suas ações para extrair o melhor retorno sobre a produção. E isso inclui os diferentes aspectos que envolvem o sistema de produção dos confinamentos, desde a elaboração e uso da melhor dieta até a parte de manejo e bem estar animal, tudo para obter o melhor desempenho sobre o rebanho. “A idéia é produzir de forma eficiente com aporte de tecnologia a fim de minimizar os efeitos causados pela instabilidade do mercado sobre o resultado financeiro da produção”, argumenta o especialista. Para isso existem dois caminhos possíveis, ele diz. O primeiro deles é a redução dos custos fixos da atividade por meio do planejamento e uso de tecnologias que tragam comprovadamente retorno ao sistema de produção animal e, por outro lado, fazer todo o planejamento sobre a compra do gado, compra de insumos e alimentos para formação dos estoques, tudo com antecedência e aproveitando o melhor momento do mercado. Além disso, é fundamental saber como efetuar o manejo desses ativos de maneira racional dentro da fazenda. De acordo com o supervisor técnico que acompanha confinamentos em vários estados brasileiros, entre os grandes desafios que se apresentam a cadeia de produção da pecuária de corte brasileira, o desperdício gerado por incapacitação de mão-de-obra ou mesmo por erros na administração da dieta estão entre os mais graves. O manejo depois da genética e nutrição é o fator que mais exige dos pecuaristas atenção e investimentos para garantia dos resultados pretendidos. Na pecuária de produção intensiva tudo começa com apartação dos lotes, fase esta que antecede o período do confinamento. O ideal é que o pecuarista ofereça aos animais um período de adaptação de 2 a 3 dias, após efetuada da apartação, para que o animal se recupere do estresse causado pelo ambiente do confinamento. Segundo o especialista, é nesta fase que costumam aparecer os problemas de saúde e as perdas de peso no rebanho. Outra fase importante é a terminação, período que o animal necessita de maior atenção, sobretudo, no que se refere ao manejo alimentar para que não ocorram os desequilíbrios dentro do lote.
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