Plenário da Interconf debate marcos regulatórios e barreiras técnicas impostas pelos importadores aos confinamentos brasileiros

As barreiras técnicas impostas pelos países importadores da carne bovina brasileira e seus impactos no sistema de produção da pecuária de corte foram alguns dos temas discutidos na manhã desta quarta-feira (16), durante a 2ª Conferência Internacional de Confinadores (Interconf), que acontece até dia 17, em Goiânia (GO).

Já na abertura das apresentações, o secretário executivo do Red Meat Industry Fórum (Fórum de Proteção da Indústria da Carne Vermelha) da Inglaterra traçou um panorama sobre as barreiras técnicas e marcos regulatórios internacionais, dando ênfase especial aos fatores responsáveis por travar a pauta do comércio mundial de produtos agrícolas.

Segundo o especialista é necessário que haja uma maior aproximação dos representantes mundiais da indústria e comércio da carne bovina com órgãos de governo e produtores a fim de aprofundar o debate e a criação de novas normas e procedimentos para o sistema de produção da pecuária de corte.

Para a professora e pesquisadora do Cepea/Esalq/USP, Silvia Helena de Miranda, que proferiu palestra sobre as “Barreiras Técnicas e Sanitárias Impostas ao Brasil”, as barreiras técnicas criadas pelos países ricos representam hoje um dos principais entraves à fluidez do comércio mundial.

Para a especialista, as discussões sobre a definição de novas normas e procedimentos na produção animal, e a atualização dos marcos regulatórios na questão sanitária, ambiental e de controle de resíduos na pecuária de corte são questões fundamentais e que precisam ser melhor debatidas, inclusive com a criação de comitês específicos sobre o tema.

No meio científico as discussões têm avançado de maneira consistente nos últimos anos, fato este que se observa nos acordos já firmados no âmbito da OMC (Organização Mundial do Comércio), para implantação de medidas de controle sanitário e fitossanitário que permitam, por exemplo, que os países definam normas próprias para defender seus mercados e a saúde da população.

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