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A Sociedade Rural Brasileira (SRB) faz hoje, 07, em Paris, um debate sobre uso sustentável das terras no Brasil. O Sustainable Land Use in Brazil ocorre paralelamente à 21ª reunião da Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP21). O encontro tem apoio da Apex, da Embaixada Brasileira na França, do banco Credite Agricole, da consultoria francesa de negócios Business France, além União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica) e Climate Policy Initiative ((CPI). Além de debater o uso da terra, o evento deve criar um ambiente que leve o Brasil a ser reconhecido pela comunidade internacional como um dos países mais sustentáveis do mundo para atrair investimentos, conciliando ainda mais a produção agrícola e a preservação ambiental. Para o presidente da SRB, Gustavo Diniz Junqueira, o Brasil vem desenvolvendo mecanismos de valorização da produção em consonância com a floresta preservada, de modo a criar as diretrizes de uma economia competitiva e fundamentada em baixa emissão de carbono. Nesse contexto, avalia o dirigente, um dos grandes desafios do País é buscar o reconhecimento da comunidade internacional sobre a capacidade da produção sustentável do agro brasileiro e, portanto, atrair o capital dos investidores globais para apoiar a intensificação de áreas degradadas. “Para colocar as ações em prática, os países precisam reconhecer que o avanço nas discussões sobre as metas climáticas e o uso sustentável da terra não pode ser dissociado das negociações comerciais”, avalia o executivo. Junqueira está confirmado para o debate ao lado de representantes de importantes organizações. A dirigente da Unica, Elizabeth Farina, vai tratar sobre como a substituição de combustíveis fósseis por fontes renováveisde energia pode combater as alterações climáticas: “A produção da cana-de-açúcar no Brasil é uma das atividades mais sustentáveis do agronegócio mundial, com benefícios sociais, econômicos e ambientais”, aponta. Rachel Biderman, do World Resources Institute (WRI), falará sobre as oportunidades para promover a restauração florestal no Brasil, enquanto Marcello Britto, da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), discutirá os princípios e as práticas da agricultura de baixo carbono. O Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável (GTPS) vai ao evento para desconstruir a imagem da pecuária como vilã das mudanças climáticas: “Vamos discutir o papel da atividade no alcance das metas estabelecidas pela Convenção de Mudanças Climáticas, além de divulgar o nosso trabalho em prol de uma atividade mais sustentável”, disse o vice-presidente Francisco Beduschi. Quem também estará presente é Thomas Heller, fundador do Climate Policy Initiative (CPI). Para Heller, o Brasil possui grande potencial inexplorado para melhorar a produtividade: “Há regiões de excelência, especialmente em certas culturas, mas parcela substantiva da área do País ainda é explorada com pouca produtividade, especialmente na pecuária”, observa o executivo. As discussões serão mediadas por Roberto Waack, presidente do conselho da Amata e coordenador da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, movimento multissetorial, pioneiro no Brasil, que visa a concretização de uma nova economia de baixo carbono. (Jornal A Gazeta/MT – 07/12/2015)