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“85% dos alimentos são produzidos no país em que são consumidos, além disso, 30% da força de trabalho mundial estão na agricultura. O contínuo crescimento da população global, que deve superar os 9 milhões de pessoas até 2050, e o avanço no consumo de alimentos oferecem um grande desafio para a pecuária brasileira, que precisa produzir mais e melhor. A pecuária brasileira é um agente fundamental do crescimento da oferta mundial de carne bovina”, reflete Alberto Pessina, presidente do Conselho de Administração da Assocon (Associação Nacional da Pecuária Intensiva), que participou da abertura da Conferência Internacional de Confinadores (INTERCONF), em Goiânia.

O aumento da população e da renda demandará mais alimentos. Ao mesmo tempo, com o crescimento da renda haverá reorientação da composição da demanda por alimentos de qualidade superior. Portanto, o grande desafio está em aumentar a produtividade, melhorar a qualidade dos alimentos produzidos e analisar os fatores que limitam o crescimento de produção.

“A transmissão das variações nos preços internacionais é muitas vezes limitada pelas taxas, subsídios, controle de preços, fraca integração de mercado e custos locais. Apenas 10% de um choque de preços internacionais são transferidos para as economias avançadas e 15% para as emergentes. Nas economias avançadas, o protecionismo favorece os fazendeiros, enquanto nas economias em desenvolvimento tende a favorecer os consumidores urbanos”, diz Pessina.

 

Para Pessina, os países emergentes estão aumentando a fatia no mercado mundial de alimentos e isso justifica o investimento nesses países. “Porém, vale lembrar que, há alguns impedimentos que dificultam os investimentos, como a qualidade das instituições, dificuldade em adoção de tecnologia, qualidade do capital humano, entre outros”.