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  O Brasil exporta mais de 1,5 milhão de toneladas de carne bovina por ano para 150 diferentes países distribuídos por vários continentes. Nenhum país tem essa presença global se não oferecer produtos de boa qualidade. E nossa carne é de boa qualidade. Porém, convivemos com diferentes legislações e ainda pecamos em detalhes para atender a determinados requisitos. Não se pode esquecer que os Estados Unidos compram carne bovina brasileira há apenas alguns meses. Assim, é normal que os ajustes ainda estejam sendo feitos. Mas temos nossa lição de casa para fazer.

  A afirmação é de Alberto Pessina, presidente do Conselho de Administração da Associação Nacional da Pecuária Intensiva (ASSOCON), entidade de âmbito nacional, que defende a cadeia produtiva da carne bovina.

  Pessina destaca que uma boa relação comercial com os Estados Unidos é muito importante porque qualquer problema pode refletir em outros mercados. “Os EUA estão entre os maiores exportadores e é o maior importador de carne bovina. É normal que sejam rigorosos, especialmente em relação ao Brasil, seu maior competidor no mercado. Isso fica claro na pressão dos pecuaristas norte-americanos”.

  O presidente do Conselho de Administração da ASSOCON salienta que temos de olhar para nosso sistema de produção e, neste momento, fazer os ajustes solicitados pelo cliente, os Estados Unidos. “Nosso processo de inspeção é centenário, seguro e confiável. Não é hora de apontar este ou aquele motivo. É uma relação comercial e temos de atender às solicitações do cliente”.

  Nesse cenário, Alberto Pessina destaca o compartilhamento da responsabilidade. Seja a vacina, seja o processo de vacinação, seja a toalete nos frigoríficos. É importante destacar que grande parte do problema de hematomas nas vacinações está relacionada à questão de higienização e não ao veículo das vacinas. Assim, é imprescindível que o produtor assuma esta responsabilidade e passe a melhorar o processo de higienização nas campanhas de vacinação.  O problema é comercial e precisamos trabalhar, juntos com os outros elos da cadeia, para equacionar quaisquer não-conformidades existentes. Isto inclui termos instituições fortes que respondam com agilidade a estas questões comerciais, orientem o sistema produtivo para realizar os ajustes e promover o crescimento do comércio de carnes”.