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Especialista em produção animal, médico veterinário e experiente gestor do agronegócio, André Perrone Reis, 43 anos, é pecuarista há 18 anos, período em que está à frente da administração do Confinamento Monte Alegre (CMA), de Barretos (SP), que herdou do seu avô, Oswaldo Perrone, proprietário-criador. André, um dos vice-presidentes do Conselho de Administração da Associação Nacional da Pecuária Intensiva (ASSOCON), está confiante com o desempenho da pecuária em 2018, mas é cauteloso. Para ele, “não será um ano de altas margens. As expectativas dos meus parceiros estão mais equilibradas e com o pé no chão. Contudo, acredito que pode ser um ano positivo, considerando a retomada na economia, que pode gerar boas oportunidades, principalmente para a pecuária intensiva. O consumo internos deve aumentar e as exportações caminham bem”, explica Perrone.

É, também, um ano para fortalecer o trabalho em equipe, como o realizado pela Assocon, ele diz. André Perrone destaca o trabalho da entidade na defesa dos interesses da pecuária intensiva, como um elo importante da cadeia produtiva, agente de transformação e agregação de valor aos associados, por meio de prioridades estabelecidas em comitês específicos. “A Assocon tornou-se uma marca muito significativa perante a atividade. A prioridade da atual gestão é estar cada vez mais próximo do pecuarista e dos demais agentes da cadeia, acompanhando todas as questões que regulamentam a atividade e antecipando oportunidades aos confinadores e à pecuária intensiva como um todo”, relata André.

André Perrone é graduado em medicina veterinária, pela Universidade de Marília (SP). Também é especialista em produção animal pela Texas A&M University e possui MBA em gestão de agronegócios pela Fundace USP. Com grande interesse em colaborar para o progresso da pecuária no país, ingressou como conselheiro da cooperativa de produtores rurais (Coopercitrus), fazendo questão de participar ativamente das discussões que valorizam a força do trabalho agropecuário.

O Confinamento Monte Alegre (CMA) é reconhecido como uma das mais importantes unidades de pecuária intensiva do país. “O CMA surgiu como um tradicional centro de terminação de animais próprios e descarte das vacas de cria da própria fazenda. Hoje, além do confinamento, produz carne com alto padrão de qualidade para exportação, tem sua própria fábrica de ração e administra o boitel para engorda de animais de parceiros”, ressalta o pecuarista.

A atividade agrícola também vem ganhando espaço em sua propriedade, especialmente cana-de-açúcar e feno. O confinamento engorda cerca de 30 mil cabeças e a expectativa é fechar o ano com 35 mil animais, com peso médio de 21 arrobas. “O confinamento trabalha com capacidade estática de 16 mil bois, adequados aos moldes nutricionais de gestão, lote a lote e estrutura aprimorada com a preocupação do bem-estar animal, tais como: currais modernos e sistema automatizado de irrigação em 100% dos currais”, revela Perrone.

A eficiência do confinamento gerido por Perrone e equipe de colaboradores já conquistou vários prêmios e certificações, que o colocam em posição de destaque. Tais como: Prêmio Nelson Pineda em três anos consecutivos no índice Sustentabilidade, a certificação EUREPGAP (Euro-Retailer Produce Working Group), que avalia questões relacionadas à higiene e segurança alimentar, qualidade do produto, preservação ambiental e segurança do trabalhador e  a certificação  Rainforest Alliance™ que qualifica a propriedade com um selo e identifica os produtos como tendo sido produzido com responsabilidade, atendendo critérios rigorosos de rastreamento e sustentabilidade.